terça-feira, 19 de maio de 2009

Trilogia - De volta para o futuro

A trilogia De volta para o futuro, foi uma das melhores séries de aventura de todos os tempos.
A saga começou em 1985, com De volta para o futuro. Produzido por Steven Spielberg, dirigido por Robert Zemeckis (Contato, Forrest Gump), com trilha sonora antológica de Alan Silvestri (Lilo & Stitch, O retorno da Múmia) e canção-tema indicada ao Oscar (The power of love, de Huey Lewis and the News), o filme foi um sucesso imediato!
Na semana de sua estréia atingiu o topo das bilheterias, além disso, foi uma das seis produções cinematográficas mais lucrativas dos anos oitenta, atrás apenas de E.T. - o extraterrestre, O retorno de Jedi, Um tira da pesada, Caçafantasmas e Batman.
De volta para o futuro - parte II (Back to the future part II), chegou aos cinemas em 1989 e tinha uma particularidade interessante... o filme acabava com um continua, no melhor estilo das histórias em quadrinhos ou seriados de televisão.
Um ano depois, entrou em cartaz De volta para o futuro - parte III (Back to the future part III), o capítulo final da trilogia, finalmente concluindo a saga de Hill Valley, cidade na qual se passa toda a aventura.

A história
"De volta para o futuro" começa em 1985, quando somos apresentados a Marty McFly (Michael J. Fox), um típico adolescente norte-americano, aborrecido com a vida que leva, seus pais submissos, e preocupado apenas em levar a namoradinha para acampar.
Seu único amigo é o excêntrico Dr. Brown (Christopher Lloyd), que chama o garoto para presenciar um revolucionário experimento científico. A partir daí, depois de alguns contratempos, Marty acaba a bordo da máquina do tempo montada no interior de um DeLorean (sonho de consumo de TODOS os que assistiram ao filme na época), e embarca em uma incrível viagem, com destino ao ano de 1955.
Desnecessário dizer que Marty acaba alterando a ordem natural dos acontecimentos do passado, o que prejudica diretamente o futuro e ameaça sua própria existência. A idéia torna-se recorrente na série e diversas cenas são repetidas inúmeras vezes, por pontos de vista diferentes ou ligeiramente alteradas. A produção também se utiliza de pequenas sutilezas, como o nome do Shopping Center de Hill Valley, para mostrar como pequenos acontecimentos acidentais alteram o curso do tempo.
De 1955, Marty volta a 1985, viaja ao longínquo 2015, volta a 85, acaba preso em 55, faz uma missão de resgate em 1885 e finalmente consegue voltar ao seu ano de origem. Claro que tantas idas e vindas no tempo acabam gerando diversos furos de roteiro e explicações pouco convincentes, mas, sinceramente, quem se importa? A palavra-chave aqui é diversão! :-)

O DVD
Lançada recentemente no Brasil, a caixa De volta para o futuro - A trilogia, além dos três filmes, tem também mais de dez horas de extras, tudo legendado em português. São making-ofs, documentários de bastidores, depoimentos do elenco e da equipe (incluindo Robert Zemeckis e o co-roteirista Bob Gale), erros de gravação, cenas cortadas, storyboards comparativos, galerias de imagens, mini-documentários sobre efeitos especiais, os três trailers de cinema, clipe da música Doubleback (ZZ Top) e o sempre divertido recurso dos pop-ups, curiosidades da produção que aparecem em uma caixa flutuante durante todos os filmes.
Fonte: Omelete

Tremendo

O Tremendo foi um grupo argentino criado no rastro da repercussão do sucesso do Menudo.
O grupo surgiu na Argentina e fez sucesso no Brasil no meio da década de 80.
Abaixo a letra da música "Isso é tremendo".




Tremendo - Isso é Tremendo

Todos batendo palmas
Isto é Tremendo
Com esse ritmo louco
Isso é Tremendo
Por isso todos dançam
Isso é Tremendo
E vão enlouquecer!!!!

Gatinhos e gatinhas
Se divertindo
Com esse ritmo louco
Isso é Tremendo
Agora todos cantam
Isso é Tremendo
E vão enlouquecer!!!!

Todos juntos vão cantar
Já que a vida é tão feliz
Nada de tristeza nesta noite de amor
Eu sou um que diz!

Isso é Tremendo (Ok, tudo bem, Isso é Tremendo)
Isso é Tremendo (E agora queremos que vocês nos conheçam um por um)
Isso é Tremendo (Começando com Dario)
Isso é Tremendo (Welbérh)
Isso é Tremendo (Marito)
Isso é Tremendo (Gustavo)
Isso é Tremendo (Theo)
Isso é Tremendo! Isso é Tremendo!

Assista aqui a matéria sobre o grupo exibido pelo Fantástico em 1985

GRE-NAL do Século

Foi assim denominada a partida entre Grêmio e Internacional válida pela semifinal do Campeonato Brasileiro de 1988, em 12 de fevereiro de 1989. A importância desta partida era realmente extraordinária, já que valia a classificação para a decisão do Campeonato Brasileiro (contra o vencedor de Bahia x Fluminense) e ainda a vaga na Taça Libertadores da América daquele ano.
A partida terminou com vitória do Internacional por 2 a 1, de virada e com um jogador a menos em campo (o lateral Casemiro fora expulso ainda no primeiro tempo). Marcos Vinícius marcou para o Grêmio aos 25 minutos de jogo. Na segunda etapa, o centroavante Nílson marcou duas vezes para o Internacional, aos 16 e aos 26 minutos. Nilson foi considerado o grande herói do jogo, pois além de ter feito os dois gols, jogou machucado.
Este foi o Gre-nal número 297, foi disputado no Estádio Beira-Rio e teve o maior público de Gre-nais até hoje: 78.083 pagantes.

Ficha Técnica
Internacional 2 x 1 Grêmio
Data: 12/02/1989
Internacional: Taffarel, Luis Carlos Winck, Aguirregaray, Nenê, Casemiro, Norberto, Leomir (Diego Aguirre), Luis Carlos Martins, Mauricio (Norton), Niilson e Edu Lima.
Grêmio: Mazarópi, Alfinete, Trasante, Luis Eduardo, Airton, Bonamigo, Cuca, Cristóvão, Jorginho (Reinaldo Xavier), Marcos Vinicius e Jorge Veras (Serginho)
Local: Beira-Rio, Porto Alegre
Arbitragem: Arnaldo César Coelho
Gols: Nilson(2) e Marcos Vinicius.

Clique aqui e assista aos melhores momentos do jogo

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Greve na CSN

Pouco mais de um mês depois da promulgação da Constituição de 1988, chamada "cidadã" por institucionalizar a democracia e direitos como o de greve, mais de 20 mil metalúrgicos decidiram cruzar os braços e ocupar o interior da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) para exigir a correção dos salários e as condições de trabalho previstas na Carta. Sabiam que desafiariam o autoritarismo que se recusava a sair de cena, mas não esperavam que a invasão do Exército para cumprir o mandado judicial de reintegração de posse os faria deixar a usina de Volta Redonda, marco do impulso industrializador getulista, com os corpos de três "companheiros" nos braços.
A reação do País àquele 9 de novembro impulsionou a organização política dos trabalhadores na redemocratização, mas deu muito pouco aos operários. Vinte anos depois, a memória do episódio que ganhou repercussão internacional se diluiu em meio à impunidade, ao desamparo das vítimas e às disputas internas do sindicalismo de Volta Redonda - que não conseguiu evitar o desemprego e as conseqüências sociais da privatização da CSN em 1993.
William Fernandes Leite, de 23 anos, foi baleado no pescoço quando observava a incursão militar do alto da aciaria, coração da siderúrgica, onde a maior parte dos grevistas se refugiou. Walmir Freitas de Monteiro, de 28, teve o tórax atravessado por uma bala de fuzil quando deu de cara com os militares na saída de um refeitório. O corpo de Carlos Augusto Barroso, de 19, foi encontrado com sinais de espancamento e afundamento de crânio.
Apesar da abertura de um inquérito militar, não houve culpados. Nenhum militar foi autorizado a depor na Justiça comum, que rejeitou as denúncias do Ministério Público. Em vez de réu, o general José Luís Lopes da Silva, que comandou a invasão, tornou-se juiz em 1999, indicado ministro do Superior Tribunal Militar pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Na ocasião, diante do mal-estar provocado por sua nomeação, defendeu a ação em Volta Redonda, classificando-a de "bem-sucedida". Ele se aposentou em 2004.

Revezes
Os líderes sindicais que mobilizaram os operários, conquistando toda a cidade para a causa, tiveram recentemente seus revezes reconhecidos pelo governo. Cerca de 70 ingressaram com pedido de reparação na Comissão de Anistia do Ministério da Justiça e pelo menos 18 já obtiveram julgamento favorável este ano pelas perseguições e demissões decorrentes da série de greves anteriores, iniciada em 1984. A comissão não divulgou a lista dos beneficiados, mas segundo alguns deles as indenizações vão de R$ 25 mil a R$ 200 mil.

Já pelo assassinato dos três operários, o Estado não foi responsabilizado. Os familiares receberam na época uma compensação financeira da estatal a título de "acidente de trabalho". Parte do acordo que pôs fim à greve, a indenização foi calculada cruzando seus modestos salários de 75 mil cruzados e suas expectativas de vida. João Campanário, advogado do sindicato até hoje, diz que o acordo foi fechado às pressas para abreviar o desamparo das famílias.

No 1.° de Maio de 1989, o sindicato reforçou o culto a William, Barroso e Walmir como mártires da luta operária ao inaugurar na cidade um monumento aos mortos projetado por Oscar Niemeyer. Não ficou 24 horas de pé. Na madrugada do dia seguinte, tombou sob o impacto de explosivos, num atentado atribuído a militares descontentes que nunca foi totalmente esclarecido. A pedido do arquiteto, o monumento não foi reformado para que as marcas servissem de alerta e memória para as próximas gerações.

Aos 77 anos, aposentado da indústria naval, Manoel Monteiro, pai de Walmir, trabalha como barbeiro num pequeno salão na periferia de Volta Redonda. Ele perdeu a mulher logo depois do filho. A nora, Luciene, mergulhou na depressão que a levou ao alcoolismo, e morreu há cinco anos na pobreza. "Ela era apaixonada pelo Walmir. Ficou sem rumo." Ele ainda sofre ao lembrar da afinidade que tinha com o filho. Sempre que passa pela praça onde estão os escombros do memorial, pára para reler a placa que o homenageia, mas não tem orgulho: "Herói? Não foi. Ele foi vítima."

Helvécio Alves, de 53 anos, detesta o monumento. Exibindo o punho direito sem movimento desde que uma bala de fuzil o atravessou na verdadeira batalha que se instalou com a tomada da usina pelos militares naquela noite de novembro, ele lembra que as seqüelas interromperam sua carreira à frente da locomotiva que pilotava na aciaria. Desistiu de buscar uma indenização depois de anos na Justiça sem sucesso. Amargurado, não enxerga benefícios para os trabalhadores depois da greve. Sente-se usado pelos sindicalistas e injustiçado pelo País.

"Briguei por um direito e me negaram, como se eu fosse culpado. Todos se beneficiaram: general, sindicalista, juiz, presidente da CSN. Quem perdeu foi o trabalhador, que ficou esquecido", reclama Helvécio, que dá expediente num box do camelódromo de Volta Redonda para complementar a aposentadoria, que não chega a R$ 2 mil. Até hoje não tem casa própria. "Não tenho nada."

Pintura da guerra

Dispostos a resistir, os operários receberam com paus, pedras e instrumentos de trabalho os 2 mil soldados das brigadas de Infantaria Motorizada da capital e de Petrópolis, deslocadas pelo comando do Exército para reforçar as tropas do batalhão de Barra Mansa. Os militares, que tinham o rosto pintado para o combate, responderam com bombas e tiros de fuzil. Ao ver que as balas eram de verdade, os grevistas se embrenharam na escuridão dos galpões que conheciam como a palma da mão. Quando um se mostrava, os soldados atiravam.

Atordoado pelo barulho, Helvécio buscava abrigo quando foi visto por soldados entrincheirados. "Eu ouvi uma voz dizer: ‘atacar!’ Aí foi aquela explosão no meu ouvido e a pancada no braço, que tinha levantado. Eles queriam acertar minha cabeça, atiraram para matar", relembra Helvécio, que não tinha parado de trabalhar.

Confira galeria de imagens

Fonte: Estado de São Paulo
Assista a videos do Jornal Nacional

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

"Cabeça Dinossauro"

Lançado em junho de 1986, o terceiro álbum de estúdio dos Titãs, não só marcou a estréia da parceria da banda com o produtor Liminha como também garantiu o primeiro disco de ouro para a banda.
A prisão de Arnaldo Antunes e de Tony Bellotto, nos finais de 1985, por porte de heroína, e a clara vontade da banda querer buscar uma unidade sonora – mais precisamente, pesada - influenciaram na mudança estética que a banda tomou no disco, após a expressão de uma sonoridade um tanto confusa (que poderia revelar algumas boas canções) nos dois álbuns anteriores.
A capa foi baseada em um esboço do pintor italiano Leonardo Da Vinci, intitulado "A expressão de um homem urrando". Um outro desenho de Da Vinci, "Cabeça grotesca", foi para a contracapa do disco.
Ainda que remetesse muito ao punk rock, o disco mostra que os Titãs interviam ainda no reggae ("Família"), no funk ("O Quê?", "Bichos Escrotos" e "Estado Violência") e até mesmo em um cerimonial dos índios do Xingu (na faixa-título). Nas letras, vários pilares da sociedade foram discutidos acidamente, expressas a começar pelo título das canções: "Polícia" , "Igreja", "Estado Violência". Há também críticas acerca do estado capitalista ("Homem primata") e os tributos abusivos pagos pela população ("Dívidas").
A banda deu caráter antológico à obra ao resgatar "Bichos Escrotos", canção que tocavam desde 1982 e que só pôde ser gravada nesta ocasião. Mesmo assim, a censura vetou a faixa nas rádios por conta do verso "vão se foder", o que não desencorajou algumas rádios a tocarem uma versão com a tal frase vetada, às vezes até a própria versão original, o que acarretava um pagamento de multa.
Em 1997, foi eleito o melhor álbum de pop rock nacional de todos os tempos.

Faixas
01 - "Cabeça Dinossauro" (Arnaldo Antunes, Branco Mello, Paulo Miklos)
02 - "AA UU" (Marcelo Fromer, Sérgio Britto)
03 - "Igreja" (Nando Reis)
04 - "Polícia" (Tony Bellotto)
05 - "Estado Violência" (Charles Gavin)
06 - "A Face do Destruidor" (Arnaldo Antunes, Paulo Miklos)
07 - "Porrada" (Arnaldo Antunes, Sérgio Britto)
08 - "Tô Cansado" (Arnaldo Antunes, Branco Mello)
09 - "Bichos Escrotos" (Arnaldo Antunes, Sérgio Britto, Nando Reis)
10 - "Família" (Arnaldo Antunes, Tony Bellotto)
11 - "Homem Primata" (Ciro Pessoa, Marcelo Fromer, Nando Reis, Sérgio Britto)
12 - "Dívidas" (Arnaldo Antunes, Branco Mello)
13 - "O Quê?" (Arnaldo Antunes)

Assista documentário sobre o disco:
parte 1
parte 2
parte 3

Acidente nuclear de Chernobil

O acidente nuclear ocorreu dia 26 de abril de 1986, na Usina Nuclear de Chernobil (na Ucrânia (então parte da União Soviética). É considerado o pior acidente nuclear da história da energia nuclear, produzindo uma nuvem de radioatividade que atingiu a União Soviética, Europa Oriental, Escandinávia e Reino Unido.
Grandes áreas da Ucrânia, Bielorrússia e Rússia foram muito contaminadas, resultando na evacuação e reassentamento de aproximadamente 200 mil pessoas. Cerca de 60% de radioatividade caiu em território bielorrusso.
O acidente fez crescer preocupações sobre a segurança da indústria nuclear soviética, diminuindo sua expansão por muitos anos, e forçando o governo soviético a ser menos secreto. É difícil dizer com precisão o número de mortos causados pelos eventos de Chernobil, devido às mortes esperadas por câncer, que ainda não ocorreram e são difíceis de atribuir especificamente ao acidente. Um relatório da ONU de 2005 atribuiu 56 mortes até aquela data – 47 trabalhadores acidentados e nove crianças com câncer da tireóide – e estimou que cerca de 4000 pessoas morrerão de doenças relacionadas com o acidente. O Greenpeace, entre outros, contesta as conclusões do estudo.
A explosão foi acobertada pelas autoridades soviéticas na época. Só duas semanas depois da explosão, quando começaram a haver sinais da emissão de radiação, uma autoridade soviética acabou admitindo a "possibilidade de uma catástrofe".
Há duas teorias oficiais, mas contraditórias, sobre a causa do acidente. A primeira foi publicada em agosto de 1986, e atribuiu a culpa, exclusivamente, aos operadores da usina. A segunda teoria foi publicada em 1991 e atribuiu o acidente a defeitos no projeto do reator, especificamente nas hastes de controle. Ambas teorias foram fortemente apoiadas por diferentes grupos, inclusive os projetistas dos reatores, pessoal da usina de Chernobil, e o governo. Alguns especialistas independentes agora acreditam que nenhuma teoria estava completamente certa.

Van Basten

Jogador que alcançou o destaque nos anos 80, Marco Van Basten é considerado por muitos o maior goleador de sua geração e um dos melhores de todos os tempos. O que o fez ter grande fama e respeito não foram apenas seus gols, mas sua grande capacidade de mostrar seu raro talento em momentos de grande pressão, aliando habilidade, oportunismo e um estilo tido como elegante. Atuou no Ajax de 1981 a 1987 e, posteriormente, transferiu-se para o Milan, onde foi uma dos principais componentes do time comandado por Arrigo Sacchi, juntamente com Ruud Gullit e Rijkaard, onde fez enorme sucesso. Ainda foi peça fundamental da seleção holandesa em seu maior triunfo, a Eurocopa de 1988, marcando um belíssimo gol na final e sendo o artilhiero daquele torneio com 5 tentos.
Conquistou diversos títulos defendendo o Milan: dois campeonatos italianos (1988 e 90), uma Recopa (1987), uma Supercopa da Europa (1989), duas Copas dos Campeões e dois Mundiais Interclubes (1989 e 1990). Artilheiro holandês em 1985, 85, 86 e 87, venceu três campeonatos da Holanda (1982, 83 e 85) e três Copas da Holanda (1983, 86 e 87).
Alvo de zagueiros adversários em jogadas violentas, teve sua carreira prejudicada por uma série de contusões (especialmente no calcanhar), e acabou abandonando prematuramente o futebol, aos 29 anos. Van Basten defende até hoje mudanças nas regras do futebol para determinar um limite de faltas por jogador.
Depois de quatro cirurgias e dois anos sem jogar uma única partida Van Basten disse que não iria jogar, porque a dor era insuportável e que era impossível treinar.
No dia 18 de agosto de 1995, no tradicional clássico entre Milan e Juventus, pisou no gramado do estádio San Siro pela última vez para uma sessão de aplausos de 85 mil torcedores para se despedir de sua carreira de jogador.


Assista aqui grandes jogadas

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Post Especial: JOGOS OLÍMPICOS


Boicote aos Jogos Olímpicos

Os Jogos Olímpicos de 1980 em Moscou, contaram com o mais baixo número de atletas desde Melbourne, em 1956, devido ao maior boicote já realizado na história olímpica.
Como protesto contra a invasão soviética do Afeganistão, o presidente norte-americano Jimmy Carter anunciou o boicote de sua nação aos Jogos, conclamando seus aliados pelo mundo a darem o mesmo exemplo; 69 nações, o triplo das nações africanas que se recusaram a participar dos Jogos anteriores em Montreal por questões raciais, seguiram o caminho dos Estados Unidos, levando estes Jogos a um esvaziamento que afetou bastante o nível técnico de diversas modalidades. Alguns países ocidentais apoiaram, como a França, Portugal e o Reino Unido, mas deixaram seus atletas decidir-se por eles mesmos se eles queriam ir à União Soviética ou não. Porém, esses países mandaram uma delegação de atletas muito menor do que eles normalmente mandam aos Jogos Olímpicos.

Em 1984, os Jogos foram realizados em Los Angeles, EUA, sem a participação de muitos dos países da Europa Oriental, liderados pela URSS, além de países comunistas como Coréia do Norte, Etiópia e Cuba em retaliação ao boicote liderado pelos norte-americanos aos quatro anos antes. Os soviéticos alegaram falta de segurança aos seus atletas, e anunciaram sua decisão de não competir nos Jogos em 8 de maio de 1984.
Este começo dos anos 80 representou um dos piores momentos vividos pelos Jogos Olímpicos e pelo Comitê Olímpico Internacional em toda a sua existência.

Geração de Prata do vôlei brasileiro

Bernard, Bernardinho, Montanaro, Xandó, Fernandão, William, Renan, Ruy, Marcos Vinícius, Domingos Maracanã e Amauri. Quem consegue esquecer esse fantástico time de vôlei, comandado por Bebeto de Freitas, que encantou a torcida brasileira. Uma torcida tão acostumada a acompanhar a seleção de futebol, mas que pela primeira vez na história trocava as bolas e os pés pelas mãos.
A história dessa geração vencedora começou em 1981, quando a seleção alcançou sua primeira grande conquista internacional: a terceira colocação na Copa do Mundo do Japão.
Em 1982, o time triunfou no Mundialito do Rio e conseguiu a medalha de prata no Mundial da Argentina. Em Caracas, 1983: Brasil campeão do Pan-americano.
A campanha na Olimpíada de Los Angeles alternou momentos mágicos com problemas nos fundamentos e no relacionamento do grupo. A prata foi um conquista incrível, mas chegou com um sabor amargo de derrota.
Até a conquista do título olímpico em 1992, essa geração era conhecida como a "Geração de Ouro" do vôlei brasileiro.

Campanha:
Brasil 3-1 Argentina
Brasil 3-0 Tunísia
Coréia do Sul 3-1 Brasil
Brasil 3-0 Estados Unidos

Semifinal
Brasil 3-1 Itália

Final
Estados Unidos 3-0 Brasil

Relembre aqui a partida final

Futebol nos Jogos de 1988

Quatro anos após a primeira medalha de prata no futebol olímpico, o Brasil chega novamente a uma final. E mais uma vez a conquista inédita da medalha de ouro é adiada. Alguns dos jogadores que disputaram o torneio olímpico, viriam a conquistar a Copa do Mundo seis anos depois.


Seleção: Taffarel, Zé Carlos, Jorginho, Luís Carlos Winck, André Cruz, João Santos Batista, Ademir, Mazinho, Edmar, Andrade, Hamilton, Milton, Geovani, Neto, Sergio Donizete Luiz, Bebeto, Aloísio, Romário, Treinador: Carlos Alberto Silva

Primeira fase:
Brasil 4–0 Nigéria
Brasil 3–0 Austrália
Brasil 2–1 Iugoslávia

Quartas de final:
Brasil 1 – 0 Argentina

Semifinal
Brasil 1 - 1 Alemanha Ocidental (nos penaltis Brasil 4-3)

Final
União Soviética 2 – 1 Brasil

Todos os gols da campanha aqui

Abertura dos Jogos de Seul

Os Jogos de Seul começaram sob o clima de emoção e de uma ovação sem precedentes, com a tocha olímpica entrando no estádio conduzida por Sohn Kee-chung, aos 75 anos e com reluzentes cabelos brancos, maior herói olímpico coreano, que 52 anos antes, com o nome de Kitei Son, ganhou a medalha de ouro na maratona representando o Japão, que ocupava militar e politicamente a Coréia naqueles tempos.
Sohn, então recordista mundial da prova e obrigado a competir pelos dominadores, passou o tempo todo dos Jogos explicando pacientemente aos jornalistas que seu país era uma nação independente ocupada, sem medo de represálias, pois os japoneses estavam mais interessados na sua vitória do que na diplomacia. Constrangido, após vencer a maratona, recebeu sua medalha de ouro no pódio olímpico ouvindo o hino nacional japonês sob o hasteamento da bandeira do sol nascente, olhando para o chão, ao lado do compatriota Nam Sung-Yong, também com as cores japonesas, que conquistou a medalha de bronze.
Nos anos 90, o Comitê Olímpico Internacional reconheceu sua nacionalidade, retirou extra-oficialmente do Japão as medalhas ganhas na maratona de Berlim - oficialmente, o COI não reconhece medalhas por países mas por atletas individualmente - e as passou à Coréia, unida, de antes da II Guerra Mundial, após a qual ela foi transformada em dois países, Coréia do Norte e Coréia do Sul.


Curiosidade
Existe entre os tesouros oficiais da Coréia do Sul um capacete de bronze datado da Grécia antiga. Este é o presente que foi dado a Sohn Kee-Chung pela vitória na maratona olímpica, apesar de não ter sido entregue a ele diretamente durante os Jogos. O capacete foi descoberto em 1875 por um arqueológo alemão em Olímpia e é similar a outros fabricados em Corinto, sete séculos antes de Cristo.
Após a maratona, o presente deveria ser entregue ao vencedor da prova, mas Sohn retirou-se do estádio sem ter conhecimento dele. Como as regras rígidas do COI proibiam que os atletas recebessem qualquer coisa além de suas medalhas, o capacete passou décadas exposto ao público num museu de Berlim. Nos anos 80, graças a uma campanha de um jornal grego sobre o fato, o capacete finalmente foi entregue em mãos de Shon-Kee-chung na Coréia, que em 1987 o doou ao povo do país como parte de seu tesouro nacional. Sohn morreu em 15 de Novembro de 2002.

Assista aqui a trechos da cerimônia de abertura

Ben Johnson

O velocista jamaicano, naturalizado canadense, Ben Johnson produziu as manchetes e o maior escândalo de doping dos Jogos de Seul e da história olímpica nos 100m rasos. Em 24 de setembro de 1988, numa prova esperada com ansiedade e acompanhada ao vivo pela TV por bilhões de pessoas ao redor do mundo, Johnson derrotou seu maior adversário e mais famoso corredor da época, o norte-americano Carl Lewis, quatro medalhas de ouro nos Jogos de Los Angeles quatro anos antes, estabelecendo o recorde mundial de 9s79, marca impensável para a prova naqueles dias. Dois dias depois, o mundo perplexo tomava conhecimento de que Johnson havia sido pego no exame anti-doping pelo uso do esteróide stanozolol, sendo obrigado a devolver sua medalha de ouro – entregue a Lewis, segundo colocado – e recebendo a pena de dois anos de banimento do esporte.
Após cumprir o tempo de suspensão, que passou praticamente em casa com a família e durante o qual perdeu todos os contratos publicitários que o haviam tornado rico, Johnson tentou voltar as pistas em 1991 sem conseguir resultados animadores, conseguindo ir apenas até as semifinais dos 100m nos Jogos de Barcelona 1992.
No ano seguinte, ele foi novamente pego num teste anti-doping numa corrida em Montreal e, por ser reincidente, banido definitivamente do atletismo, sendo chamado de desgraça nacional pelo ministro dos esportes amadores do Canadá, que ainda sugeriu que ele voltasse para a Jamaica.
Nos últimos anos, completamente afastado de atividades esportivas, Johnson tem estado à frente de um negócio próprio de roupas esportivas; em 2006 deu uma entrevista afirmando que foi sabotado em Seul e que 40% dos atletas que hoje competem o fazem dopados para aumentar suas performances.

Assista aqui a prova.

domingo, 27 de julho de 2008

Balão Mágico

Foi um programa infantil da Rede Globo apresentado pelos membros do grupo musical Turma do Balão Mágico entre 1983 e 1986, sob direção de Rose Nogueira.
O programa teve altos índices de audiência até meados de 1986 quando foi substituído pelo Xou da Xuxa.
O grupo lançou 5 álbuns e emplacou muitas músicas, entre elas, "Superfantástico", "Baile dos Passarinhos" e "Amigos do Peito". Gravaram músicas com diversas participações especiais, como Djavan, Baby Consuelo e Pepeu Gomes, Roberto Carlos, Erasmo Carlos e Fábio Jr. Seus álbuns venderam aproximadamente dez milhões de cópias.

Integrantes:
- Simony (1982-1986) - Única integrante que ficou até o final do grupo. Com o fim do Balão Mágico, lançou um álbum ao lado de Jairzinho. Buscou carreira solo, mas nunca conseguiu repetir o mesmo sucesso da época do grupo infantil. Simony também posou nua para duas revistas masculinas.
- Tob (1982-1984) - Saiu porque já havia completado 14 anos. Gravou um LP de menor repercussão, e aos poucos se afastou da carreira musical. Hoje é ator, e viajou para fora do país com as peças Antígona e O Canto do Gregório, de Antunes Filho.
- Mike (1982-1984) - Filho do criminoso britânico Ronald Biggs famoso pelo assalto ao trem pagador. Hoje toca músicas brasileiras em Londres, onde mora.
- Jairzinho (1984-1986) - Filho do cantor Jair Rodrigues, Jair Oliveira largou a vida artística para estudar nos EUA. De volta à música, tem uma carreira de relativo sucesso e absoluto respeito no Brasil. .
- Marcinho (Márcio Nasser Medina) (1984-1985) - Substituiu Mike
- Ricardinho (1985) - Substituiu Tob

Em 1988 surgia uma nova formação do grupo, intitulada A Nova Turma do Balão Mágico, com as gêmeas Natanna e Tuanny (filhas da cantora Adriana) e Rodrigo, irmão de Vanessa, do grupo Trem da Alegria.

Fiat 147

O Fiat 147 foi um modelo de automóvel produzido pela Fiat do Brasil entre 1976 e 1986. Baseado no 127 italiano, o 147, era compacto e inovador.
As vendas não demoraram a subir. O auge se deu no final da década de 70 e começo de 80, chegando a superar o Fusca e a Brasília. Marcou seu pioneirismo de várias formas:

- Primeiro carro da Fiat produzido no Brasil, marcando o início das operações da fábrica de Betim, Minas Gerais;
- Primeiro carro brasileiro com motor transversal dianteiro;
- Primeiro carro a álcool fabricado em série em todo o mundo;
- Primeiro carro com todas as "variantes": hatch, sedan, perua, furgão e pick-up;
- Primeiro carro com o estepe dentro do motor;

Em seus dez anos de produção, o Fiat 147 passou por duas reestilizações, sem grandes mudanças na carroceria. A versão de início foi chamada Brio. Na primeira reestilização, ganhou uma frente mais baixa, no estilo que a marca chamou "Europa", em 1980, e mais tarde, em 1983, a segunda,chamada Spazio, incorporando para-choques de plástico e estilo alusivo a modelos contemporâneos da marca como o Uno.
Teve uma versão picape, lançado em 1978, a princípio chamado de Fiat 147 Pick-up. Em 1982, essa versão passou-se a se chamar Fiorino, sendo lançado também a versão furgão, que é produzido até hoje, com a frente do Uno. A perua Panorama, foi lançada em 1982 e a versão sedã, (Oggi), em 1983. Teve a sua versão de luxo, o Spazio. Essas três versões tiveram vida curta (apenas até 1985). A versão Hatchback do 147 saiu de linha no Brasil em 1986, ( o ferramental de produção foi transferido para a Argentina, onde foi montado até 1991 ). As versôes pick-up e furgão (Fiorino) foram substituídos pela frente do Uno em 1988.
Medindo 3,63 metros e pesando 800 kg, era menor que o Fusca em quase 40 cm. Ao contrário do Fusca e da Brasília, a refrigeração era a água e o comando de válvulas, no cabeçote (em alumínio), acionado por correia dentada, a exemplo do Chevette e do Passat.
Foi eleito pela Revista Autoesporte o Carro do Ano de 1978.

Hanói Hanói

Grupo de rock criado em 1985 no Rio em torno da figura do baixista Arnaldo Brandão, que já havia integrado as bandas Brylho, A Bolha e conjuntos de Raul Seixas, Jorge Mautner, Luiz Melodia, Gal Costa e Caetano Veloso. De sua afinidade com o poeta Tavinho Paes nasceu o embrião do grupo, que lançou em 1986 o primeiro LP, "Hanói-Hanói". Seu maior sucesso foi "Totalmente Demais" (que deu nome a um disco de Caetano), e "Blá blá blá Eu Te Amo" (mais conhecido pela interpretação de Lobão). Em 1988, em seu segundo disco, o grupo lançaria outra música que ficaria famosa com outro intérprete: "O Tempo Não Pára", parceria de Brandão com Cazuza, que popularizou a própria versão. O terceiro disco, "O Ser e o Nada", é de 1990 e tanto o título quanto o conceito do disco são emprestados do papa do existencialismo Jean-Paul Sartre.
O grupo teve seu grande momento ao vivo durante o Rock In Rio II em 1991, quando substituíram o Barão Vermelho.

Formação:
Arnaldo Brandão (voz e baixo)
Afonso (guitarra)
Pena (bateria)
Cássio (percussão)

Discografia:
Hanói-Hanói - 1986
Fanzine - 1988
O Ser e o Nada - 1990
Coração Geiger - 1992
Credus - 1995

Democracia Corintiana

Foi um movimento no Sport Club Corinthians Paulista, liderado por um grupo de jogadores politizados, liderado por Sócrates, Wladimir, Casagrande e Zenon, constituindo o maior movimento ideológico da história do futebol brasileiro.
Em abril de 1982, Waldemar Pires é eleito presidente do Corinthians, e escolhe como diretor de futebol o sociólogo Adílson Monteiro Alves que primava por ouvir os jogadores.
A partir daí foi instituído um sistema de autogestão, onde jogadores, comissão técnica e diretoria decidiam tudo no voto. As pautas eram as mais variadas: contratações, demissões, escalação, local da concentração, entre outras. Um aspecto importante era que todos os votos tinham peso igual, dos jogadores ao presidente.
Nesse período o Corinthians foi o primeiro clube a utilizar a camisa com dizeres publicitários. Por iniciativa do publicitário Washington Olivetto (criador do termo 'Democracia Corintiana') o time estampava em suas camisas frases de cunho político, como "Diretas Já" ou "Eu quero votar para presidente". Isso no período da ditadura militar, quando os movimentos sociais começavam a se rearticular para a instituição de uma democracia. O que causou desconforto entre os militares, que através do brigadeiro Jerônimo Bastos, pediram moderação ao clube.
O resultado desse sistema revolucionário foi próspero. O time chegou as semifinais do campeonato brasileiro daquele ano, e conquistou o campeonato paulista em 1982 e em 1983.
Durante o período de autogestão, o Corinthians quitou todas as suas dívidas, e ainda deixou uma reserva nos caixas do clube para o próximo período.

sexta-feira, 30 de maio de 2008

A tragédia de Heysel

A final da Copa dos Campeões da Europa entre Juventus, da Itália e Liverpool, da Inglaterra, disputada no dia 29 de maio de 1985, em Bruxelas, na Bélgica, ainda não tinha começado mas a confusão já se espalhava pelas arquibancadas.
A tragédia ocorreu quando um muro desabou sobre torcedores, a maioria italianos, que tentavam fugir dos torcedores do Liverpool.
Mesmo com toda a confusão, o jogo foi realizado e a Juventus venceu a partida por 1 a 0, com gol do francês Michel Platini.
A polícia belga acabou prendendo e extraditando vários torcedores ingleses, com base nas vídeos produzidos pela polícia. Alguns responderam processo por homícidio, mas a maioria foi inocentada, devido as dificuldades de se identificar os responsáveis pela tragédia. Catorze torcedores foram condenados à prisão.
Depois do desastre, o estádio de Heysel foi completamente reformado e teve seu nome mudado para Rei Baudouin.
Em conseqüência do incidente, todos os clubes ingleses foram banidos pela Uefa de competições internacionais por cinco anos. A Bélgica também foi punida pela Uefa. O país ficou proibido de sediar finais de competições européias por 10 anos.

Assista aqui a reportagem sobre o episódio

As novelas da década

A seguir, lista de todas as novelas das 8 da década:

02/80 a 08/80 - Água viva
08/80 a 03/81 - Coração alado
03/81 a 09/81 - Baila comigo
09/81 a 03/82 - Brilhante
03/82 a 10/82 - Sétimo sentido
10/82 a 03/83 - Sol de verão
03/83 a 04/83 - Casarão (reprise)*
04/83 a 10/83 - Louco amor
10/83 a 05/84 - Champagne
05/84 a 11/84 - Partido alto
11/84 a 06/85 - Corpo a corpo
06/85 a 02/86 - Roque santeiro
02/86 a 08/86- Selva de pedra
08/86 a 03/87 - Roda de fogo
03/87 a 10/87 - O outro
10/87 a 05/88 - Mandala
05/88 a 01/89 - Vale tudo
01/89 a 08/89 - O salvador da pátria
08/89 a 03/90 - Tieta

*"O Casarão" substituiu "Sol de Verão", de Manoel Carlos, protagonizada por Jardel Filho. Com a morte do ator em 1983, e como "Louco Amor", de Gilberto Braga, ainda não tinha sido preparada, "O Casarão" foi exibido de forma resumida em trinta capítulos.

Guerra Irã x Iraque

A Guerra Irã x Iraque foi um conflito militar entre os dois países entre 1980 e 1990, resultado de disputas políticas e territoriais.
Em 1980, o presidente iraquiano Saddam Hussein, apoiado pelos Estados Unidos (acredite!), revogou um acordo de 1975 que cedia ao Irã cerca de 518 km2 de uma área de fronteira ao norte do canal de Shatt-al-Arab em troca da garantia de que o Irã cessaria a assistência militar à minoria curda no Iraque que lutava por independência.
Exigindo a revisão do acordo para demarcação da fronteira ao longo do Shatt-al-Arab (que controla o porto de Bassora), a reapropriação de três ilhas no estreito de Ormuz (tomado pelo Irã em 1971) e a cessão de autonomia às minorias dentro do Irã, o exército iraquiano, em 22 de Setembro de 1980, invadiu a zona ocidental do Irã.
O Iraque também estava interessado na desestabilização do governo islâmico de Teerã e na anexação do Kuzestão, a província iraniana mais rica em petróleo. Segundo os iraquianos, o Irã infiltrou agentes no Iraque para derrubar o regime de Saddam Hussein. Além disso, fez intensa campanha de propaganda e violou diversas vezes o espaço terrestre, marítimo e aéreo iraquiano. Ambos os lados foram vítimas de ataques aéreos a cidades e a poços de petróleo.
O exército iraquiano engajou-se em uma escaramuça de fronteira numa região disputada, porém não muito importante, efetuando posteriormente um assalto armado dentro da região produtora de petróleo iraniana. A ofensiva iraquiana encontrou forte resistência e o Irã recapturou o território.
Graças ao contrabando de armas, o Irã conseguiu recuperar boa parte dos territórios ocupados pelas forças iraquianas.
O esforço de guerra do Iraque era financiado pela Arábia Saudita, pelos EUA e pela União Soviética, enquanto o Irã contava com a ajuda da Síria e da Líbia. Mas, em meados da década de 80, a reputação internacional do Iraque ficou abalada quando foi acusado de ter utilizado armas químicas contra as tropas iranianas.
A guerra entrou em uma nova fase em 1987, quando os iranianos aumentaram as hostilidades contra a navegação comercial dentro e nas proximidades do golfo Pérsico, resultando no envio para a região de navios norte-americanos e de outras nações. Oficiais graduados do exército iraniano começaram a perder credibilidade à medida que suas tropas sofriam perdas de armas e equipamentos, enquanto o Iraque continuava a ser abastecido pelo Ocidente.
No princípio de 1988, o Conselho de Segurança da ONU exigiu um cessar-fogo. O Iraque aceitou, mas o Irã, não. Em Agosto de 1988, hábeis negociações levadas a cabo pelo secretário-geral da ONU, Perez de Cuéllar, e a economia caótica do Irã levaram a que o país aceitasse que a ONU fosse mediadora do cessar-fogo. O armistício veio em julho e a paz foi reestabelecida em 15 de agosto.
Em 1990, o Iraque aceitou o acordo de Argel de 1975, que estabelecia fronteira com o Irã. Não houve ganhos e as perdas foram estimadas em cerca de 1,5 milhão de vidas. A guerra destruiu os dois países e diminuiu o ímpeto revolucionário no Irã. Com a morte do aiatolá Khomeini em 1989, o governo iraniano passou a adotar posições mais moderadas. Em Setembro de 1990, enquanto o Iraque se preocupava com a invasão do Kuwait, ambos os países restabeleceram relações diplomáticas.

domingo, 6 de abril de 2008

Nigel Mansell

Conhecido como "Leão" por seu estilo arrojado de dirigir, Nigel Mansell foi um piloto inglês de fórmula 1 que notabilizou-se também pelo fato de não ter tido muita sorte. Talvez porque ele fosse um showman: parecia querer correr sempre mais rápido que o carro permitia - poupar equipamento não era com ele - o que proporcionava grandes ultrapassagens e acidentes impressionantes. Certa vez ele saiu dos boxes antes dos mecânicos terminarem de parafusar um dos pneus, o que fez com que a roda caísse alguns metros mais à frente. Em outra, arrancou com o carro ainda suspenso pelo macaco. Talvez as mais impressionantes trapalhadas tenham acontecido em Dallas, 1984, quando a gasolina de seu carro acabou a poucos metros do fim, e ele tentou empurrar o carro até a linha de chegada, mas desmaiou sem conseguir, e no Canadá, em 1991, quando ele liderava a corrida e deixou o carro morrer a poucos metros do fim, enquanto acenava para a torcida, perdendo a vitória para Nelson Piquet. Mesmo quando não estava disputando, o Leão parecia ter predisposição ao espetáculo: após uma corrida na Áustria enquanto era levado por um carro aberto e acenava para os fãs, Mansell deu com a testa em um viaduto.
Disputou 187 gps (entre 1980 - 1992 e 1994 - 1995 por Lotus, Williams, Ferrari e McLaren), com 31 vitórias e tendo sido campeão da temporada 1992.

Assista aqui a imagens da carreira de Mansell

Ritchie

Richard David Court, ou Ritchie, cantor e compositor inglês radicado no Brasil, autor de diversos sucessos como "Menina Veneno" , "A Vida Tem Dessas Coisas", "Pelo Interfone" e "Vôo de Coração".
Em 1983 lança o LP "Vôo de Coração" , que vende mais de um milhão de cópias, capitaneado pelo imenso sucesso de "Menina Veneno".

Meia-noite no meu quarto ela vai subir
Ouço passos na escada, vejo a porta abrir
O abajur cor de carne, o lençol azul
Cortinas de seda, o seu corpo nu

Menina veneno, o mundo é pequeno demais prá nós dois
Em toda cama que eu durmo só dá você...

Seus olhos verdes no espelho brilham para mim
Seu corpo inteiro é um prazer do princípio ao fim
Sozinho no meu quarto eu acordo sem você
Fico falando prás paredes até anoitecer

Menina veneno, você tem um jeito sereno de ser
Toda noite no meu quarto vem me entorpecer...

Meia-noite no meu quarto ela vai surgir
Eu ouço passos na escada, eu vejo a porta abrir
Você vem não sei de onde, eu sei, vem me amar
Eu não sei qual o seu nome mas nem preciso chamar


Assista aqui

As manias da década de 80

Lembra disso...

- Fazer curso de datilografia
- Fazer provas com cheiro de álcool, recém copiadas no mimiógrafo
- Usar caneta de 10 cores com cheiro (E aquelas BIC de quatro cores?)
- Ver a Gretchen cantar "Conga La Conga"
- Levar aquele lanche gostoso para a escola na merendeira
- Tentar fazer o break do Michael Jackson
- Brincar de "Estátua", "Batata-quente", "Queimada", "Pega-pega", "Pique-esconde", "Forca", "Cabra-cega", "Passa Anel", "Amarelinha", "Casamento Atras da Porta"
- Comer "Lollo", antes de se chamar "Milkbar"
- Colecionar e trocar papel de carta
- Pular elástico
- Usar brilhos labiais que o pote tinha o formato de um morango
- Ploc Gigante? Bala Soft? Bebia Crush? Comia bala Xaxá? Pirulito do zorro, Chiclete Buzzy, Dip Lik (Aquele pirulito do pozinho), Mini-Chiclets e o pirulito que vinha com hélice, pra girar e voar (Pirocóptero)
- Colecionar cartões com figuras de bichinhos que vinha no chocolate Surpresa
- Tinha aquela régua que ao bater no braço se enroscava como uma pulseira a Bate-Enrola?
- Usou polainas e tinha patins de prender nos tênis?
- Colecionar mini garrafas de refrigerantes (E a mãe dizia que tinha veneno dentro para que a gente não bebesse..)
- Colecionar os iô-iôs da Coca-Cola
- Pegar LP's emprestados
- Montar coletâneas em fitas-cassete
- Ouviu os boatos de que o boneco do Fofão tinha uma faca e uma vela dentro
- Bebeu jarros e mais jarros de Ki-Suco.... Ou fez picolés na forminha de gelo com Ki-Suco?
- Assistir jogo de Volei da seleção, esperando ver o saque Jornada Nas Estrelas do Bernard!!!
- Botar Kichute pra jogar bola
- Faltar aula pra não levar ovo na cabeça no dia de aniversário
- Fazer conta em relógio calculadora
- Quebrar Joystick jogando Decathlon
- Ter medo da União Soviética
- Tirar foto debruçado numa carteira da escola com um globo ao lado

O Massacre da Praça da Paz Celestial

O Massacre da Praça da Paz Celestial, consistiu em uma série de manifestações lideradas por estudantes pró-democracia na República Popular da China, entre 15 de abril e 4 de junho de 1989. O protesto recebeu o nome do lugar em que o Exército Popular de Libertação suprimiu a mobilização: a praça Tiananmen, em Pequim, capital do país. Os manifestantes (em torno de cem mil) eram oriundos de diferentes grupos, desde intelectuais que acreditavam que o governo do Partido Comunista era demasiado repressivo e corrupto, a trabalhadores da cidade, que acreditavam que as reformas econômicas na China haviam sido lentas e que a inflação e o desemprego estavam dificultando suas vidas. Os protestos consistiam em marchas (caminhadas) pacíficas nas ruas de Pequim.
Devido aos protestos e às ordens do governo pedindo o encerramento dos mesmos, se produziu no Partido Comunista uma divisão de critérios (opiniões) sobre como se deveria responder aos manifestantes. A decisão tomada foi suprimir os protestos pela força, no lugar de atender suas reivindicações. Em 20 de maio, o governo declarou a lei marcial e, na noite de 3 de junho, enviou os tanques e a infantaria do exército à praça de Tiananmen para dissolver o protesto. Centenas, talvez milhares de estudantes foram assassinados na praça central e outras áreas de Pequim quando as tropas chinesas desalojaram os manifestantes, que durante mais de um mês tinham se concentrado no centro da capital. A repressão do protesto pelo governo da República Popular da China foi condenada pela comunidade internacional.
No dia 4 ocorreu a cena mais conhecida dos eventos: foi tirada a fotografia vencedora do World Press Photo de 1989, na qual é mostrada um jovem estudante parado no meio de uma avenida detendo a fileira de tanques que circulava por ela, em frente à porta da Cidade Proibida, até ser puxado. Ainda, sua foto, estampou manchetes mundo afora e ganhou o Prêmio Pulitzer em 1990. Até hoje não se sabe o nome do rapaz, apelidado "Homem-tanque" ou "Rebelde Desconhecido", eleito pela Time como uma das pessoas mais influentes do século XX.



sábado, 16 de fevereiro de 2008

Os Trapalhões

Logo depois da estréia do programa na Tv Tupi, Didi, Dedé, Mussum e Zacarias foram chamados à Rede Globo. Com eles, os índices de audiência da emissora sempre foram os mais altos do horário. E as tardes de domingo nunca mais foram as mesmas.
O programa tinha outros atores fixos que não faziam parte do quarteto principal: Tião Macalé (que imortalizou o bordão "Ih! Nojento!"), Jorge Lafond (que satirizava os homossexuais), Emil Rached (o gigante atrapalhado de 2,23m), Carlos Kurt (o alemão de olhos esbugalhados e sempre mau-humorado), Felipe Levy, Roberto Guilherme (o Sargento Pincel), entre outros. Tanto o público quanto os críticos passaram a ver os quatro integrantes do grupo como os principais representantes nacionais da comédia infanto-juvenil.
Na década de 90, os Trapalhões entraram no Guinness como o grupo com mais tempo de tv no mundo. Os Trapalhões também invadiram o cinema, batendo recordes de bilheteria com seus mais de 40 filmes. Em meio a tanta alegria e amizade, a primeira grande tristeza: em 1990 morre Zacarias. Quatro anos depois, é a vez de Mussum.

Antônio Renato Aragão (Didi Mocó)
Manfried Sant’Anna (Dedé Santana)
Antônio Carlos Bernardes Gomes (Mussum)
Mauro Faccio Gonçalves (Zacarias)

Relembre aqui grandes momentos:
Abertura do programa
"Papai eu quero me casar"

"A aposta"
Mussum tomando leite
Mussum armando uma pindureta
Orquestra atrapalhada
Super heróis: aniversário do Fantasma

Bangu

O Bangu Atlético Clube foi fundado em 17 de abril de 1904, entre suas conquistas principais estão o Vice-Campeonato Brasileiro em 1985 e o Campeonato Carioca nos anos de 1933 e 1966. Seu mascote é um castor, homenagem ao ex-patrono do clube, o falecido bicheiro Castor de Andrade.
Patrocinado por Castor de Andrade, o modesto time da zona oeste do Rio de Janeiro quase foi campeão do Estadual e do Campeonato Brasileiro nos anos 80.
Na época, Castor contratou uma série de bons jogadores para o time. O zagueiro Mauro Galvão, o atacante Marinho e o goleiro Gilmar eram considerados como "filhos" por Castor de Andrade.
Com a prisão da cúpula do jogo do bicho em 1993, o dinheiro da contravenção deixou definitivamente o Bangu, e a chance de repetir o sucesso da década de 80, quando o clube foi vice-campeão estadual em 1985 e campeão invicto da Taça Rio em 1987, além de vice-campeão brasileiro em 1985, se tornou um sonho distante para a torcida.

O vice-campeonato brasileiro de 1985
O Bangu teve a chance de consagrar-se no futebol brasileiro empurrado por um Maracanã com mais de 100 mil pessoas. Mas ficou no quase, vendo seu conto de fadas desmoronar ao ser derrotado pelo Coritiba na decisão por pênaltis, no dia 31 de julho de 1985.

O time
Gilmar; Márcio, Jair, Oliveira e Baby; Israel, Lulinha (Gílson) e Mário; Marinho, João Cláudio (Pingo) e Ado. Técnico: Moisés.

Situação atual do clube
Sem dinheiro, o time de futebol disputa a segunda divisão, vai se equilibrando como pode, enquanto o patrimônio centenário do clube acaba sofrendo as conseqüências mais graves.
A sede social, transformou-se num grande shopping popular, com seus espaços alugados para feiras de artesanato, estacionamento, restaurante etc. Do clube mesmo, apenas os azulejos na parede com o distintivo, um painel que lembra as conquistas e a bandeira encardida na fachada.
O estádio de Moça Bonita também vive situação parecida. Inaugurado em 1947, o campo está longe das melhores condições, mas, apesar da falta de pintura, das instalações acanhadas e do gramado um pouco alto e irregular, é capaz de abrigar sem maiores problemas as partidas do clube.

As músicas mais tocadas

1980 - "Balancê" por Gal Costa
1981 - "Bette Davis Eyes" por Kim Carnes
1982 - "Muito Estranho (Cuida Bem de Mim)" por Dalto
1983 - "Menina Veneno" por Ritchie
1984 - "Sonífera Ilha" por Titãs
1985 - "Like A Virgin" por Madonna
1986 - "Greatest Love of All" por Whitney Houston
1987 - "Livin' On A Prayer" por Bon Jovi
1988 - "Faz Parte do Meu Show" por Cazuza
1989 - "Bem Que Se Quis" por Marisa Monte

Tocantins

O estado foi criado por determinação da Constituição de 1988, a partir da divisão do Estado de Goiás (parte norte e central). Mas a idéia de se constituir uma unidade autônoma na região data do século XIX.
Na década de 1970, a proposta de formação do novo Estado foi apresentada ao Congresso, chegou a ser aprovada em 1985, mas na ocasião acabou vetada pelo então presidente da República, José Sarney.
Em 1987, as lideranças aproveitaram o momento oportuno para mobilizar a população em torno de um projeto de existência quase secular e pelo qual lutaram muitas gerações: a autonomia política do norte goiano, já batizado de Tocantins.
Pelo artigo 13 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias da Constituição, em 5 de outubro de 1988, nascia o Estado do Tocantins. A eleição dos primeiros representantes tocantinenses foi realizada em 15 de novembro de 1988. Além do governador e de seu vice, foram escolhidos os senadores e deputados federais e estaduais. A cidade de Miracema do Norte, localizada na região central do novo Estado, foi escolhida como Capital provisória.
O nome das cidades do novo Estado que tinham a identificação "do Norte" passaram a ser "do Tocantins". Foram alterados, por exemplo, os nomes de Miracema do Norte, Paraíso do Norte e Aurora do Norte para Miracema do Tocantins, Paraíso do Tocantins e Aurora do Tocantins. Foram criados mais 44 municípios, além dos 79 já existentes. Atualmente, o Estado possui 139 municípios.

Capital:
Palmas, foi fundada em 20 de maio de 1989, com a construção da cidade planejada e instalada como capital em 1º de janeiro de 1990 quando os poderes constituídos foram transferidos da capital provisória, Miracema do Norte, pois não havia ainda prédios públicos para ocupar.
É a mais nova das cidades planejadas no Brasil para serem capitais de estado.

Símbolos:
O girassol tornou-se a planta símbolo do Estado. A sua flor amarela, aberta em várias pétalas, é como sol que nasce para todos. Como cores oficiais do Estado foram escolhidas: o amarelo, o azul e o branco.

Área: 277.620 km²
População estimada (2005): 1.305.728 habitantes
Densidade: 4,17 hab./km²
Cidades mais importantes: Palmas, Araguaína, Gurupi, Porto Nacional, Paraíso do Tocantins e Araguatins.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Vale tudo


"Vale Tudo" foi uma novela produzida pela Rede Globo e exibida em 203 capítulos, de 16 de maio de 1988 a 6 de janeiro de 1989 no horário das 20 horas.
Foi um dos grandes marcos da história da teledramaturgia.

Sinopse:
A jovem e ambiciosa Maria de Fátima (Glória Pires) tem a certeza de que a honestidade, no Brasil, não vale nada. Sem pensar duas vezes, ela vende a única propriedade da família, uma pequena casa em Foz do Iguaçu, deixando a mãe, Raquel (Regina Duarte), no olho da rua. Sem dar satisfações, muda-se para o Rio de Janeiro, com o intuito de ganhar a vida como modelo. Na cidade grande, envolve com o mau-caráter César (Carlos Alberto Riccelli), que a incentiva a conquistar Afonso Roitman, filho de Odete Roitman (Beatriz Segall) e dono da grande fortuna dos Roitman. Traída por Fátima, Raquel também se muda para o Rio, onde conhece Ivan (Antônio Fagundes), o homem por quem se apaixona. Mãe e filha tentam então a sobrevivência na capital, cada uma à sua maneira. Raquel, humilde, honesta e trabalhadora, passa a vender sanduíche na praia, enquanto Fátima, depois de muitas armações e maldades, consegue casar-se com Afonso. Mas o destino irá confrontar as duas.

Quem matou Odete Roitman?
Esse foi o grande mistério de "Vale tudo", só revelado no último capítulo, em que revelava que Leila(Cássia Kiss) matou Odete Roitman, quando o Ibope registrou que 86% dos televisores ligados no país estavam sintonizados na telenovela. Para manter o mistério, a cena que revelaria o autor do crime só foi gravada no dia da exibição, de modo que nem mesmo o elenco tinha conhecimento do segredo.

Novela de Gilberto Braga
Escrita por Gilberto Braga, Aguinaldo Silva e Leonor Basséres
Direção de Denis Carvalho e Ricardo Waddington
Direção geral de Denis Carvalho

Assista aqui a abertura da novela.

Corrida de São Silvestre

Até 1988, a corrida era realizada à noite, geralmente iniciando-se às 23:30, de forma que os primeiros classificados cruzavam a linha de chegada por volta da meia-noite, misturando a comemoração com a chegada do novo ano.
Para cumprir as determinações da Federação de Atletismo, o horário de início da corrida foi alterado, passando para a tarde; e a distância a ser percorrida, que variava quase que anualmente (geralmente entre 6,5 e 8,8 km) foi definitivamente fixada em 15 km.
O ano de 1986 marcou o início do reinado de um pequenino equatoriano. Com apenas 1m57 de altura, Rolando Vera tornou-se lenda da prova ao conquistar o título por quatro anos consecutivos.
Rápido e resistente, Vera sempre liderou desde o início as competições que venceu, aumentando o ritmo à medida em que o final se aproximava.
Após o tetra da São Silvestre, o campeão foi considerado um dos dois maiores nomes do esporte de seu país. Com o prestígio adquirido no atletismo, Rolando Vera foi eleito deputado em 1998.

Vencedores da São Silvestre nos anos 80:
1980 - José João da Silva (Brasil)
1981 - Victor Mora (Colômbia)
1982 - Carlos Lopes (Portugal)
1983 - João da Mata (Brasil)
1984 - Carlos Lopes (Portugal)
1985 - José João da Silva (Brasil)
1986 - Rolando Vera (Equador)
1987 - Rolando Vera (Equador)
1988 - Rolando Vera (Equador)
1989 - Rolando Vera (Equador)

Entre as mulheres, até hoje, a recordista de vitórias é a portuguesa Rosa Mota, que venceu a corrida por seis vezes consecutivas.

1980 - Heide Hutterer (Alemanha)
1981 - Rosa Mota (Portugal)
1982 - Rosa Mota (Portugal)
1983 - Rosa Mota (Portugal)
1984 - Rosa Mota (Portugal)
1985 - Rosa Mota (Portugal)
1986 - Rosa Mota (Portugal)
1987 - Martha Thenório (Equador)
1988 - Aurora Cunha (Portugal)
1989 - Maria Del Carmen Diaz (México)

Escort XR3

Moderno e agressivo, o esportivo XR3 (Experimental Research 3, pesquisa experimental 3)marcou os anos 80 e conquistou 10 entre 10 jovens. Trazia spoilers dianteiro e traseiro, rodas de 14 pol com pneus 185/60, teto solar com persiana interna (novidade no Brasil), faróis de longo alcance e de neblina e até lavadores de farol. No interior, bancos esportivos, volante de apenas 343 mm de diâmetro, ar-condicionado opcional e painel bem-equipado.
Pioneiro em várias tecnologias, o XR3 introduziu no Brasil a onda dos "pocket-rockets", ou pequenos carros com visual esportivo e melhor desempenho. O Escort XR3 também foi o pioneiro na reintrodução (em 1985) de um automóvel conversível "de fábrica", coisa que o Brasil não tinha desde 1970. Mas o preço do XR3 era proibitivo devido ao processo quase artesanal de fabricação, constituído por várias idas e vindas entre as fábricas da Ford.

Slogans inesquecíveis

- Um Danoninho vale por um bifinho.
- A primeira faz tchan, a segunda faz tchun e... tchan-tchan-tchan!!! ( Prestobarba)
- Tomou Doriu a dor sumiu.
- Bonita camisa, Fernandinho. (Us Top)
- Não esqueça a minha Caloi.
- Bombril tem 1001 utilidades.
- Tostines vende mais porque é fresquinho ou é fresquinho porque vende mais?
- Você se lembra da minha voz? Continua a mesma, mas os meus cabelos...Quanta diferença! ( Xampu Colorama)
- Super Nescau, energia que dá gosto.
- Eu sou você amanhã. ( Vodca Orloff)
- Deu duro? Tome um Dreher.
- Com Rexona sempre cabe mais um.
- Não basta ser pai, tem que participar. Não basta ser remédio, tem que ser Gelol.
- Coca-cola é isso aí!
- Toddy sabor que alimenta (Toddy)
- Cre cremo cremo cremogema!! (Cremogema)
- Bolete o que é? o pirulito que é chiclé!! (Bolete)
- Apracur pra curar..pra curar apracur (Apracur)
- Se algum desconhecido lhe oferecer flores..isso é impulse (desodorante impulse)
- O primeiro sutiã a gente nunca esquece.. (De Millus)
- Óticas do povo..morô!!!
- Se é Bayer, é bom.- Bayer
- Omo, limpa mais branco.
- Quem pede um pede Bis. (Bis)
- Não é nenhuma Brastemp.
- O melhor amigo do carro e do dono do carro. (Cofap)
- De mulher para mulher. (Lojas Marisa)
- O caldo nobre da galinha azul. (Maggi)

segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

"Pássaros Feridos"

"Pássaros Feridos", romance de Colleen McCullough adaptado para o formato de minissérie conta a história do padre Ralph de Bricassart (interpretado por Richard Chamberlain), que passa a vida no dilema de seguir na vida religiosa ou abandoná-la e viver plenamente seu amor por Maggie, que conhece desde criança, quando ela foi morar numa fazenda na Austrália de propriedade de sua tia Mary Carson, apaixonada por Ralph. Maggie, depois de crescida, acaba se casando com Luke O'Neill, Ralph segue em sua escalada rumo ao papado, e são infelizes.
Durante seu programa, Silvio Santos chamava a atenção dos telespectadores para a minissérie, que ia ao ar após a novela Roque Santeiro da Rede Globo. "Vejam Roque Santeiro, uma bela novela que também vejo, e logo depois, sintonizem no SBT para assistir Pássaros Feridos, uma minissérie espetacular", dizia. A Globo esticou os capítulos de Roque Santeiro, enquanto o SBT exibia desenhos até a novela acabasse. No ar após a novela, Pássaros Feridos alcançou uma média de 47 pontos, contra 27 da Globo.
"Pássaros Feridos" ganhou quatro Globos de Ouro, nas seguintes categorias: Melhor Mini-série/Filme para TV, Melhor Ator - Mini-série/Filme para TV (Richard Chamberlain), Melhor Ator Coadjuvante - Mini-série/Filme para TV/Série de TV (Richard Kiley) e Melhor Atriz Coadjuvante - Mini-série/Filme para TV/Série de TV (Barbara Stanwyck). Recebeu ainda outras quatro indicações, nas categorias de Melhor Atriz - Mini-série/Filme para TV (Rachel Ward), Melhor Ator Coadjuvante - Mini-série/Filme para TV/Série de TV (Bryan Brown) e Melhor Atriz Coadjuvante - Mini-série/Filme para TV/Série de TV (Jean Simmons e Piper Laurie).
Ganhou cinco prêmios no Emmy, nas seguintes categorias: Melhor Atriz (Barbara Stanwyck), Melhor Ator Coadjuvante (Richard Kiley), Melhor Atriz Coadjuvante (Jean Simmons), Melhor Maquiagem e Melhor Direção de Arte. Recebeu ainda outras cinco indicações, nas categorias Melhor Ator (Richard Chamberlain), Melhor Ator Coadjuvante (Bryan Brown e Christopher Plummer), Melhor Atriz Coadjuvante (Piper Laurie) e Melhor Figurino.
Em 1996, foi produzida uma outra minissérie chamada "Pássaros Feridos: Os Anos Ausentes", novamente com Chamberlain na pele do padre Ralph. Maggie agora foi interpretada pela atriz Amanda Donohoe.
A minissérie é famosa por suas diversas apresentações no SBT desde 1985, quando foi líder de audiência, desbancando a Rede Globo, que não quis comprá-la.

"Só pro meu prazer"

Gravada em 1987, era faixa do primeiro disco dos Heróis da Resistência, grupo formado por Leoni após deixar o Kid Abelha, lançado em 1987.

Só Pro Meu Prazer
Composição: Leoni/ Fabiana Kherlakian

Não fala nada
Deixa tudo assim por mim
Eu não me importo se nós não somos bem assim
É tudo real nas minhas mentiras
E assim não faz mal
E assim não me faz mal não

Noite e dia se completam no nosso amor e ódio eterno
Eu te imagino
Eu te conserto
Eu faço a cena que eu quiser
Eu tiro a roupa pra você
Minha maior ficção de amor
E eu te recriei só pro meu prazer
Só pro meu prazer

Não vem agora com essas insinuações
Dos seus defeitos ou de algum medo normal
Será que você não é nada que eu penso?
Também se não for não me faz mal
Não me faz mal não

Noite e dia se completam no nosso amor e ódio eterno
Eu te imagino
Eu te conserto
Eu faço a cena que eu quiser
Eu tiro a roupa pra você
Minha maior ficção de amor
E eu te recriei só pro meu prazer
Só pro meu prazer...

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Maximus

O Maximus foi o último dos veículos de controle remoto a ser fabricado pela fábrica de brinquedos Estrela. Seu lançamento se deu em setembro de 1986, e após ter saído de linha em 1991, foi relançado em 2005, devido a uma pesquisa no site da empresa, em que os fãs pediram em massa, que o brinquedo fosse relançado.

- O carrinho tinha a aparência de um carro buggy fora de estrada, com as rodas traseiras mais grossas do que as dianteiras. Apesar da aparência esquisita, o carrinho conseguia fazer a velocidade máxima de 25 km/h, superando o Pegasus - Controle Remoto.

- Como a Estrela tinha em linha de produção o Pegasus - Controle Remoto e o Colossus - Controle Remoto, foi necessário configurar uma nova freqüência para o Maximus, para que não houvesse interferência ao se brincar com tais modelos.

- As versões iniciais, a exemplo do Colossus - Controle Remoto, eram prata e vermelho. Funcionavam com 6 pilhas AA no carro e 1 bateria de 9V no controle remoto.

- A versão atual do Maximus é comercializada nas cores vermelha e verde, e conta com bateria recarregável para o carrinho, sendo necessário a bateria de 9V para o controle remoto.

- No Natal de 1986, em reportagem veiculada no Jornal Nacional, o brinquedo foi citado como "Um dos brinquedos mais caros deste Natal".

"Viva a Noite"

"Viva a Noite" foi um programa de auditório apresentado por Gugu Liberato no SBT durante a maior parte dos anos 80 e início dos anos 90.
Em 1982 Silvio Santos pediu que Nelly Raymond, uma importante diretora argentina, que criasse um programa para os sábados à noite. No ínicio o programa era dividido em várias partes e apresentando também por nomes como Ademar Dutra e Jair de Ogum. Depois de algumas mudanças de formato Gugu permaneceu sozinho no comando do programa, posteriormente dirigido por Homero Salles . Com quadros como Sonho Maluco, Rambo Brasileiro e Dança dos Passarinhos, o programa se tornou um grande sucesso e deu fama a seu apresentador. Com o "Viva a Noite", o SBT conquistou a liderança de audiência nas noites de sábado, na maior parte do tempo enfrentando o Supercine e o Perdidos na Noite. Muito do modelo original do Viva a Noite foi aproveitado no Domingo Legal.

Assista aqui a trechos do programa

Brasil x Peru, volei feminino


Hoje em dia as cubanas são as maiores advesárias da seleção brasileira feminina de voleibol. Mas até o começo dos anos 90, as peruanas eram a grande dor de cabeça da equipe brasileira. Brasil e Peru decidiram o Campeonato Sul-Americano por 21 vezes (16 seguidas).
Há equilibrio no confronto (11 a 10 para as peruanas), mas a grande rivalidade ficou acirrada nos anos 80, quando as peruanas ganharam quatro dos cinco sul-americanos disputados (1983, 1985, 1987 e 1989), todos sobre as brasileiras. Duas destas conquistas foram dentro do território brasileiro.
Medalha de prata nas Olímpiadas de 1988, o Peru tinha nos anos 80 o time mais forte de voleibol feminino do continente. Após a aposentadoria das grandes atletas que integravam aquela geração, tais como Natália Málaga, Rosa Garcia e Gabriela Perez, a equipe perdeu todavia boa parte de sua potência de jogo, e permanece nos dias de hoje sem condições efetivas de tomar parte satisfatoriamente em competições internacionais.

domingo, 25 de novembro de 2007

A queda do Muro de Berlim

O Muro de Berlim foi um símbolo da divisão da Alemanha em duas entidades estatais, a República Federal da Alemanha (Alemanha Ocidental) e a República Democrática Alemã (Alemanha Oriental). Este muro, além de dividir a cidade de Berlim ao meio, simbolizava a divisão do mundo em dois blocos: o capitalista encabeçado pelos Estados Unidos; e o socialista, constituído pelos simpatizantes do regime soviético. Construído na madrugada de 13 de Agosto de 1961, dele faziam parte 66,5 km de gradeamento metálico, 302 torres de observação, 127 redes metálicas eletrificadas com alarme e 255 pistas de corrida para ferozes cães de guarda.
Pesquisadores ainda não têm certeza sobre o número de suas vítimas. Até agora, 125 mortos foram confirmados, mas outros casos estão sendo investigados, a maioria dos históricos menciona que mais de 200 pessoas teriam sido mortas na tentativa de atravessá-lo.
O Muro de Berlim caiu no dia 9 de Novembro de 1989, depois de 28 anos de existência, ato inicial da reunificação das duas Alemanhas, que formaram finalmente a República Federal da Alemanha, acabando também a divisão do mundo em dois blocos. Muitos apontam este momento também como o fim da Guerra Fria.
Os cidadãos da RDA foram recebidos com grande euforia em Berlim Ocidental. Houve uma grande celebração na Rua Kurfürstendamm, e pessoas que nunca se tinham visto antes cumprimentavam-se.
O governo de Berlim incentiva a visita do muro derrubado, tendo preparado a reconstrução de trechos do muro. Além da reconstrução de alguns trechos está marcado no chão o percurso que o muro fazia quando estava erguido.

Assista aqui vídeo sobre a queda do muro

Eleições 1989

Era um momento esperado há muitos anos por todos os brasileiros. Finalmente o povo iria às urnas escolher através do voto direto, seu presidente. Talvez por conta da novidade, o país podia escolher entre 22 nomes. Vinte e dois!
Foi certamente uma das eleições mais divertidas da história. Vários políticos respeitados, alguns pouco conhecidos e muitas figuras. Musiquinhas inesquecíveis, debates editados decidindo o segundo turno, e a vitória de um presidente que cumpriu pouco mais da metade do seu mandato.
O Primeiro turno das eleições ocorreu em 15 de novembro de 1989.
Eis o resultado do primeiro turno:

1º - Fernando Collor de Mello (PRN/PSC/PT do B/PTR/PST) - 20.607.936 votos (30,57%)
2º - Luiz Inácio Lula da Silva (PT/PSB/PC do B) - 11.619.816 votos (17,18%)
3º - Leonel Brizola (PDT) - 11.166.016 votos (16,51%)
4º - Mário Covas (PSDB) - 7.786.939 votos (11,51%)
5º - Paulo Salim Maluf (PDS) - 5.986.012 votos (8,85%)
6º - Guilherme Afif Domingos (PL / PDC) - 3.271.986 votos (4,83%)
7º - Ulysses Guimarães (PMDB) - 3.204.853 votos (4,74%)
8º - Roberto Freire (PCB) - 768.803 votos (1,13%)
9º - Aureliano Chaves (PFL) - 600.730 votos (0,88%)
10º - Ronaldo Caiado (PSD / PDN) - 488.872 votos (0,72%)
11º - Affonso Camargo Neto (PTB) - 379.262 votos (0,56%)
12º - Enéas Ferreira Carneiro (Prona) - 360.574 votos (0,53%)
13º - José Alcides Marronzinho de Oliveira (PSP) - 238.379 votos (0,35%)
14º - Paulo Gontijo (PP) - 198.708 votos (0,29%)
15º - Zamir José Teixeira (PCN) - 187.160 votos (0,27%)
16º - Lívia Maria de Abreu (PN) - 179.896 votos (0,26%)
17º - Eudes Oliveira Mattar (PLP) - 162.336 votos (0,24%)
18º - Fernando Gabeira (PV) - 125.785 votos (0,18%)
19º - Celso Teixeira Brant (PMN) - 109.894 votos (0,16 %)
20º - Antônio dos Santos Pedreira (PPB) - 86.100 votos (0,12%)
21º - Manuel de Oliveira Horta (PDC do B) - 83.280 votos (0,11%)
22º - Armando Correia da Silva (PMB) - 4.363 votos (0,01%)

Candidatura anulada:
Sílvio Santos (PMB)
O homem do baú estava louco pra ser presidente. E ganharia com o pé nas costas, caso sua candidatura não fosse impugnada pelo TSE. Pesquisas da época davam enorme vantagem de Sílvio contra Collor.

Segundo turno:
Às vésperas da eleição, a Rede Globo promoveu um debate final entre ambos os candidatos e, no dia seguinte, levou ao ar uma versão editada do programa em sua exibição no Jornal Nacional. Vários analistas sustentam que a edição foi favorável a Collor e teria influenciado o eleitorado (fato este admitido mais tarde por várias pessoas ligadas a Rede Globo, mostrado no documentário "Brasil: Muito além do Cidadão Kane"). A votação do segundo turno aconteceu em 17 de dezembro de 1989.

1º - Fernando Collor de Mello (PRN) 35.089.998 votos (53,04%)
2º - Luiz Inácio Lula da Silva (PT) 31.076.364 votos (46,96%)

Curiosidades:
- O programa de Lula abria com a vinheta da “Rede Povo”, e contagiou gerações com o “Lula lá, brilha uma estrela”
- Leonel Brizola e seu inesquecível “lá lá lá lá lá brizoooola” e prometia rever a concessão da TV Globo
- Guilherme Afif Domingos : Seu slogan: “dois patinhos na lagoa, vote Afif 22”. Seu gesto na campanha: Com as mãos fechadas, colocava uma em cima da outra. Por fim, com a mão direita, apontava com o indicador e dizia: “juntos chegaremos lá”.
- Enéas Carneiro: Em sua primeira aparição ao mundo, o lendário Enéas dizia aos berros a que veio em menos de trinta segundos.
- Marronzinho: aparecia amordaçado, e um locutor avisava: "Cuidado, ele vai falar!" E quando falou... disse que iria "obrigar" a Petrobras a usar seu equipamento para procurar água no Nordeste. Seu lema: "Pobre vota em pobre". Depois, virou evangélico e mudou seu nome para Jamo Little Brown. Edita um jornal online e foi preso por "dizer algumas verdades" ao prefeito de Cotia (SP).
- Antônio Pedreira: Pedreira era dureza. Xingava o Collor, o Lula, o Brizola… Quase não tinha programa, de tanto direito de resposta que aparecia.
- Silvio Santos: Como as cédulas da votação já estavam impressas, em seu programa eleitoral, ensinava: "para votar no Silvio Santos devem marcar no meio da cédula, Correa, onde está o 26, Correa é Silvio Santos, marquem o 26 e estarão votando no Silvio Santos e fiquem certos: não se arrependerão"

Assista a uma coletânea com programas eleitorais de 1989, destaque para o programa de Silvio Santos, aqui.

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Josimar

Josimar foi lateral-direito da Seleção Brasileira na Copa de 1986, no México. Começou a carreira no Botafogo. Viveu seu melhor momento na carreira em 86, quando foi convocado por Telê Santana para defender o Brasil. Na ocasião, Josimar foi beneficiado pela contusão de Édson Boaro e acabou sendo o titular no Mundial do México, competição na qual marcou dois belos gols com a camisa canarinho (um contra a Irlanda do Norte e outro contra a Polônia, clique sobre o nome do país para assistí-los).
Em 1989, após ajudar o Glorioso a ser campeão carioca, Josimar jogou por empréstimo no Flamengo, mas não vingou na Gávea. Depois também teve passagens apagadas pelo Internacional, em 1991, Sevilla (Espanha), ainda em 91, Novo Hamburgo (RS), em 1992, Bangu, Uberlândia (MG), futebol venezuelano, pelo Baré e ainda Rio das Ostras e Coelho da Rocha.
O que mais prejudicou a carreira de Josimar, que prometia ser um dos melhores laterais-direitos da história do futebol brasileiro, foi, infelizmente, seu envolvimento com as drogas e as más companhias. Hoje, pai de três filhos, um deles juvenil do Botafogo, o solteiro Josimar, além do trabalho social, freqüenta uma igreja evangélica e tenta apagar a má fama do passado.

"Eu, Christiane F. - 13 Anos, Drogada e Prostituída"

Christiane Vera Felscherinow ainda não se livrou da guerra particular iniciada em 1975 contra as drogas. Hoje ela chegou a um estado que alguns médicos consideram "irreversível": sofre de hepatite tipo C e de graves problemas circulatórios. A senhora Felscherinow é, para o mundo, Christiane F., drogada e prostituída aos 13 anos. Seu drama de vício da heroína virou best seller e filme cultuado na década de 80.É raro encontrar pessoas que viveram sua adolescência nos anos 80 que não conheçam parte de sua história. A saga da garota alemã que se prostitui para sustentar o vício em heroína era leitura quase obrigatória para a chamada geração saúde.
Os jornalistas Kai Herman e Horst Rieck, da revista Stern, notaram a presença da garota durante uma reportagem e escreveram uma série de matérias na publicação. Foi a origem do livro que ganhou rapidamente uma versão cinematográfica, igualmente aclamada, lançado mundialmente em 1981, que encontrou certa dificuldade com a censura no Brasil, que ainda vivia sob o governo militar.
Hoje, Christiane é um retrato, ainda vivo, do poder destruidor das drogas. Apenas em dezembro de 2005, o serviço público de saúde alemão registrou duas internações da paciente, que há anos passa por inúmeros tratamentos de desintoxicação. Todos, invariavelmente, não a livraram do uso de heroína.A iminência de um "colapso circulatório com potencial risco às funções vitais" é descrita em pelo menos um relatório médico. Christiane tem de passar regularmente por sessões de hemodiálise. Mas além das agulhas e injeções hospitalares, ela sempre recorreu ao "pico" da heroína.Sem emprego fixo, Christiane sobrevive dos royalties das obras às quais empresta sua história. A vendagem de livros e a exibição do filme, porém, têm sido cada vez mais escassos. Sua situação financeira é limítrofe: vive com dois tios e o filho de 9 anos, Jan-Nicklas, num apartamento modesto em Berlim. É seu sétimo endereço em 15 anos.Desde que se tornou famosa ao ser "descoberta" por dois jornalistas alemães, que publicaram sua história, Christiane tentou reconstruir a vida, sem sucesso. Chegou a anunciar que estava "limpa", livre das drogas. Anos depois, admitiu que isso nunca ocorreu, a não ser por um período máximo de cinco meses.Convicta, ela sempre diz que não se considera uma vítima das drogas. Pelo contrário, garante que faz tudo de forma absolutamente consciente.O inferno de Christiane Vera Felscherinow começou em 1973, quando seus pais se divorciaram. Freqüentadora da discoteca Sound, conheceu Detlef, que se tornaria seu namorado.Viciado em heroína, Detlef introduz Christiane na "gangue do Zôo", grupo de jovens berlinenses que usavam drogas numa famosa estação de metrô da cidade alemã.No local, ela se prostituiu dos 13 aos 15 anos, necessitando de três "picos" (doses da droga) por dia na reta final. Dizia ser "seletiva", repelia os "nojentos", levava uma tarde inteira pra aceitar um cliente. Depois, mudou, aceitava o primeiro que aparecia, tinha relações dentro de carros.
O ex-namorado Detlef ainda está vivo, trabalha como motorista de ônibus em Berlim. Mora com sua esposa e dois filhos e garante que se livrou das drogas.

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Monstrinhos Creck

O fabricante dos biscoitos "Monstrinhos Creck" passava para a criança a idéia de que cada biscoito, antes de ser colocado na embalagem, era provado por monstros que deixavam a marca de sua mordida em todos os biscoitos. Era como se, antes de comermos a iguaria, esta já tivesse sido experimentada antes pelo monstrinho simpático da embalagem, e aprovada por ele. Ou seja: todos os biscoitos vinham "mordidos", e tinham até as marcas dos dentes dos supostos provadores. Além de ser uma delícia, era extremamente divertido saborear esse saudoso biscoito.
Existiam vários sabores do Monstrinho Creck, dentre os quais : chocolate, nata, coco e morango. Detalhe: cada sabor tinha seu próprio monstro - um diferente do outro.

terça-feira, 25 de setembro de 2007

Caverna do Dragão

Dungeons & Dragons Cartoon (promovida como Caverna do Dragão no Brasil) foi uma famosa série norte-americana de desenho animado produzida pela Marvel Comics em associação à Dungeons e Dragons Corporation. A série, inspirada no famoso jogo de RPG Dungeons & Dragons, possui 27 episódios, todos eles exibidos originalmente entre os anos de 1983 e 1986. O produtor do desenho foi Gary Gygax, um dos autores originais do jogo Dungeons & Dragons.

História
A abertura do primeiro ano da série mostra um grupo de jovens em um parque de diversões, embarcando em uma montanha russa chamada Dungeons & Dragons. Contudo, durante o passeio um portal se abre e draga o carrinho onde eles estavam para um outro mundo, no qual aparecem trajando outras roupas e recebendo logo em seguida armas mágicas de alguém que se apresenta como Mestre dos Magos (Dungeon Master, no original, termo também presente nos jogos de RPG que deram origem à série). A partir daí, os jovens passam por uma série de aventuras em busca de uma forma de voltar para casa, nas quais o Vingador, um mago maléfico, tenta a todo custo tomar as armas mágicas dos jovens.

Os personagens
Cada um dos 6 personagens principais receberam armas mágicas do Mestre dos Magos adquirindo classes de personagens de Dungeons & Dragons.
  • Hank (Ranger) recebeu um arco mágico, que quando usado cria uma flecha de energia que quando atiradas, tem o efeito que Hank deseja.

  • Eric (Cavaleiro) recebeu um poderoso escudo que protege contra raios mágicos de energia e golpes físicos.

  • Sheila (Ladra) recebeu um capuz que quando colocado na cabeça dá invisibilidade a ela.

  • Presto (Mago) recebeu um chapéu de feiticeiro do qual pode ser retirado objetos e magias aleatórias, o aperfeiçoamento do uso aumenta a probabilidade de obter um efeito desejado. Na maioria das vezes ocorre um efeito inesperado que por sorte ajuda nos problemas.

  • Diana (Acrobata) recebeu um bastão, usado em salto olímpico de altura, que a ajuda fazer acrobacia. Ela fazia acrobacia na Terra.

  • Bobby (Bárbaro) recebeu um tacape, um bastão de troglodita, cujo golpe é muito forte, capaz de quebrar pedras. Bobby é uma criança e irmão mais novo de Sheila.

Mestre dos Magos, um guia que os auxilia na sobrevivência naquele ambiente hostil; Wuni, uma filhote de unicórnio aparentemente órfã;

O Vingador, um ditador maléfico que tenta tomar as armas mágicas dos jovens;

O Demônio das Sombras, outro personagem recorrente, atua como aliado e comparsa do Vingador.

Tiamat é um terrível dragão de 5 cabeças mais poderoso que o Vingador e por isso é temido pelo Vingador

Em meados dos anos 90, circulou na internet um rumor de que o último episódio da série teria sido vetado por sua assombrosa revelação: na verdade, os personagens do desenho já estariam mortos desde o primeiro episódio, devido a um acidente no carrinho de montanha russa no qual embarcaram. Os meninos teriam sido mandados ao Inferno, sendo o Mestre dos Magos e o Vingador, as duas faces de um mesmo ser demoníaco, capaz de oferecer esperança e temor em um processo de crescente agonia psicológica. O boato ainda afirma que o dócil unicórnio Uni seria um agente espião, eventualmente responsável por impedir os meninos de regressar ao seu mundo.

Assista aqui a abertura original legendada

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

A Fogueteira do Maracanã

No dia 3 de setembro de 1989, Brasil e Chile se enfrentaram num Maracanã lotado, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo da Itália, numa partida que acarretaria, em caso de vitória chilena, uma inédita eliminação da seleção brasileira. O ambiente antes do jogo era de apreensão. Um forte esquema policial foi montado para garantir a segurança da delegação do Chile, que esperava um clima de guerra no Maior do Mundo, visto o jogo era tratado como “de vida ou morte” para o Brasil.
Eis que, aos 24 minutos do segundo tempo, com o Brasil vencendo por 1 a 0, gol de Careca, a torcedora Rosenery Mello do Nascimento, de 24 anos, dispara um sinalizador usado em embarcações. A chama cai no gramado, muito próxima do goleiro chileno Roberto Rojas, que desaba no chão, simulando ter sido atingido.
A impressão de todos, tanto no estádio quando os que assistiam à partida pela tevê, era que Rojas havia, realmente, sido atingido, uma vez que os chilenos se retiraram do campo revoltados, com o goleiro sendo carregado completamente ensangüentado. O árbitro argentino Juan Lostau, então, encerrou a partida após aguardar a volta dos chilenos durante 20 minutos, o que não aconteceu.
Presa em flagrante, Rosenery passou algumas horas sendo a grande vilã do futebol brasileiro.
O gesto desastrado de Rosenery rendeu frutos. Somente para ela, que faturou uma boa grana ao posar nua e virar capa da revista masculina Playboy de novembro de 1989. O país corria risco de ser punido pela Fifa por causa do mau comportamento da torcida. Mas Rosenery foi rapidamente absolvida, após ter sido constatada a má-fé dos chilenos no incidente. Algumas imagens de tevê e fotos de jornais mostraram que o sinalizador não atingiu o goleiro, que manteve uma lâmina escondida dentro da luva e, assim que o sinalizador caiu no gramado, desabou e cortou o próprio supercílio com a lâmina, o que foi confirmado pelos exames de corpo de delito, que não encontraram vestígios de pólvora no ferimento.
Com a farsa chilena sendo desmascarada, o Brasil escapou da punição e Rosenery ganhou status de estrela. Chegou a ser homenageada no Chile anos mais tarde. Já os protagonistas da farsa foram severamente punidos. Rojas, o técnico Orlando Avarena, o médico Daniel Rodríguez e o dirigente Sergio Stoppel foram banidos do futebol pela Fifa. O capitão da equipe, Fernando Astengo, e a Federação Chilena foram suspensos por quatro anos. O Chile, então, não pode disputar as Eliminatórias para a Copa de 1994. Em 2001, Rojas foi anistiado pela Fifa e voltou a trabalhar com o futebol, passando a ser preparador de goleiros e, posteriormente, técnico do São Paulo.

Fonte: globoesporte.com

Veja o vídeo

Assista entrevista com Rosinery em 1997

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Kichute

Se você tem entre 30 e 35 anos e estava em idade escolar entre 1975 e 1982, certamente usou um Kichute. O calçado, que era a solução mais barata e inteligente para os pais na hora de escolher o que os meninos usariam na escola, caiu no ostracismo no final da década de 90, perdeu boa parte de seu público, mas nunca perdeu o charme.
O Kichute foi criado pela Alpargatas em 1970. A empresa queria um calçado para aproveitar a paixão futebolística que assolava o Brasil por conta do Bicampeonato Mundial de 1962. Em 15 de junho de 1970, durante a Copa do Mundo do México o Kichute foi lançado e não poderia ter sido em melhor hora. A seleção brasileira de futebol jogava por música e o Kichute vendia como água. O calçado, a princípio criado para atender as classes C e D, era barato e muito, mas muito resistente. Além da praticidade, o Kichute era feito de lona e tinha cravos que imitavam uma chuteira de verdade.
A partir daí o Kichute passaria a estar intimamente ligado ao futebol, para sua alegria e posterior desgraça. O empresário Ricardo Trancoso, hoje dono de uma loja de material esportivo em Campos, foi um dos que usaram o Kichute na infância, mas hoje afirma que o bom e velho calçado não teria vez perto dos tênis esportivos que dão muito mais conforto para o usuário. "As marcas estão muito modernas e ninguém quer usar um Kichute, além de ser desconfortável perto dos calçados de hoje não tem o mesmo apelo que as novas marcas têm, o conceito de durabilidade que o calçado oferecia hoje não faz mais sentido", conta.
Foi justamente uma concorrência desleal que derrubou as vendas do Kichute e o transformou em peça de museu. Por estar diretamente ligado ao futebol, os pais preferiam comprar um calçado que pudesse durar, já que na hora do recreio a brincadeira predileta era chutar de bola de couro a latas de leite, o negocio era chutar alguma coisa. O problema é que com as derrotas da Seleção Brasileira de Futebol em 1982, 1986 e 1990, a história de chutar alguma coisa foi ficando sem graça e as vendas do Kichute caíram com o futebol do Brasil.
O calçado que chegou a vender em 1978, quase 98 milhões de pares, o que dá a impressionante marca de 10% da população do Brasil na época, não vendeu nem 10 milhões de pares em todo o país. Quando o Brasil voltou a ganhar uma Copa do Mundo os tênis esportivos já haviam escrito o epitáfio do Kichute. "A performance dos esportivos é muito melhor do que a do Kichute e para quem usava o calçado o dia inteiro era meio desconfortável, alem de causar um chulé insuportável", conta o segurança Cléber Aguiar que pediu o calçado aos seus pais, pois era o que havia de mais parecido com a chuteira de um jogador de futebol.
Hoje o Kichute não vende 200 mil pares por ano e a Alpargatas, embora tenha planos de relançar a marca, ainda não o fez. Com uma campanha de mídia perto do zero nenhuma loja de calçados se interessou pelo Kichute. "Eu acho arriscado, pois o Kichute, perto dos calçados de hoje, não funcionaria, eu não o colocaria à venda, a menos que o modelo fosse atualizado, a marca é muito forte, mas o modelo está ultrapassado", ponderou Trancoso.
Resgate - Em 2002 o estilista Alexandre Herchcovitch colocou seus modelos desfilando com Kichutes no São Paulo Fashion Week daquele ano. Segundo Herchcovitch, O Kichute foi revisitado e apareceu "moderninho", com estampas e tecidos da própria grife. Foi o último suspiro do Kichute e a sua última aparição em público. Se hoje os pais gastam um tênis a cada semestre, para os filhos que querem ser iguais ao Ronaldinho Gaúcho, só resta lamentar a falta que um Kichute faz.


O kichute e seus laços

Com certeza um dos maiores charmes do Kichute era a forma de se amarrar o cadarço. Nada dos nós mirabolantes que hoje estampam os All Stars, as formas de se amarrar o Kichute eram mais simples. Ou se amarrava o Kichute por baixo, com os cadarços passando por baixo do tênis ou amarravam os cadarços na canela. Conta a lenda que quem amarrava o cadarço por baixo eram os meninos que jogavam bola. E quem amarrava na canela não era muito bom com a bola nos pés. Como o Kichute possuía cravos de borracha maciça, altos, que imitavam os cravos de uma chuteira, passar o cadarço por baixo do calçado não trazia problema algum.
Para matar as saudades do Kichute, acesse o site http://www.kichute.com.br/ , mantido pela Alpargatas traz todas as informações sobre a marca, e até maneiras diferentes de se amarrar o cadarço.



Assista aqui o comercial do Kichute